Estupidez nauseabunda: o fardo da CLT
- Que horas cê entra?
- Às 8h.
- E o almoço?
- De meio-dia até 1h30.
- Então sai 17h30?
- Sim… todo dia é assim.
Se essa conversa aconteceu hoje ou há 70 anos não dá pra saber. Só sei que durante todos esses anos a Consolidação das Leis do Trabaho (CLT) regulamentou e ainda regulamenta as relações do trabalho no Brasil.
De revolucionária à enfadonha, a CLT não evoluiu quase nada comparativamente às revoluções sociais e digitais às quais estamos submetidos. As consequências não poderiam ser diferentes de um desencaixe completo e desesperador entre o que as empresas praticam, o que a lei prega e o que os funcionários almejam.
Pior que essa dessincronização jumentária é a apatia generalizada na aceitação de que tudo isso não passa de padrão. Veja o exemplo:
Você não é funcionário de fábrica, assim como mais de 60% dos brasileiros trabalhadores (*1), mora a 2h de distância do trabalho e tem que chegar todo dia às 8h em ponto pra não levar advertência por atraso. O seu desejo é que pudesse chegar umas 9h, 9h30, para dormir um pouco mais e sabe que isso não atrapalharia o trabalho de ninguém, mas normas são normas. É o padrão.
Como burlar [legalmente] a CLT no Brasil?
De Acordos Coletivos (Sindicatos) e Associações de Funcionários ao tipo do regime de contratação (CLT, PJ, Sócio Ltda, S.A.) há formatos e regras legais que possibilitam transformações saudáveis e rentáveis na vida de todos os envolvidos.
Pretendo escrever um pouco das experiências que temos na nossa empresa atual, que vão de horários semiflexíveis à gestão (co)participativa, à cases além do Google & Facebook. Provar que é possível nos livrarmos de um fardo de 7 décadas de CLT ultrapassada sem infringir uma lei sequer e engajar pessoas por uma relação de trabalho nova e equilbrada.
Além disso a idéia aqui é não restringir o tema. Escreverei despreocupadamente sobre o que me interessar.
Abraço!
Yes We Can!
- Obama
Referências:
